NOME DE POBRE NO BRASIL

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PLÁGIO: REFLEXÃOZINHA DE FIM DE DOMINGO

Acabou-se o direito do autor? Vivemos o império do plágio? Um dia chego à Livraria Argumento, na Barra da Tijuca, estão vendendo um livro de frases célebres. TODAS ELAS EXPLICADINHAS, COMO NO MEU LIVRO "A VIDA ÍNTIMA DAS FRASES" . Avisei o editor, uma pessoa correta, o Ari Roitman, ele retirou o livro de circulação. E o autor, que o enganou, o que foi feito dele? Ignoro! Isso aconteceu em 2005! Agora foram meus artigos sobre a renúncia do Papa e a lenda da papisa Joana. Antes de mim, vários erraram o século em que viveram, o número e o nome dos renunciantes. De repente, todos acertam. Pesquisar dá trabalho! "Lavorare stanca", como dizia o poeta Cesare Pavese. A internet, que virou um rio, como me dizia hoje pela manhã o meu amigo de longas décadas, o Cláudio Moreno-Novo, um consultor seguro para questões de Português, principalmente, e Grécia antiga: o sujeito vai lá, pega um balde d´água, traz pros outros e diz que tirou toda aquela água do poço que ele não cavou! E o que circula de textos atribuídos a outros, que jamais os escreveram, tamanho é o besteirol! Lembro três das vítimas mais óbvias: Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Luís Fernando Veríssimo. Conheci os dois já falecidos, conheço LFV, conheço a obra dos três, apresentei trabalhos sobre os três. Nenhum deles escreveu vários textos que lhes são atribuídos. Aonde vamos parar?