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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

TRAPAÇA DE 64. AMERICAN HUSTLE DE 2014. E AFINAL É ÓSCAR OU ÓSCARES?

TRAPAÇA DE 64. "AMERICAN HUSTLE" DE 2014. LÁ SE FORAM 50 ANOS http://deonisio.blogspot.com.br/2014/02/trapaca-candidato-oscar-ou-oscares-e-o.html É difícil entender crítico de cinema no Brasil. Dos críticos literários sempre se pode discordar também, mas são mais raras as discrepâncias absolutas. O filme "Trapaça" recebeu cinco estrelas na avaliação de críticos de alguns jornais (O Globo, O Estado de Minas), quatro (Estadão), três (Diário de Pernambuco) e dois (Zero Hora). É como se um professor desse nota 10 a uma redação e outro desse nota 2 ao mesmo texto! Em Portugal, a mídia está destacando os candidatos aos Óscares, usado apenas no singular no Português do Brasil. Um dos mais fortes candidatos é "American Hustle", que em Portugal virou "Golpada Americana" e no Brasil, "Trapaça". É baseado num caso verídico. No final dos anos 70 e início dos 80, o trapaceiro Mel Weinberg foi contratado pelo FBI e ajudou os agentes na derrubada de políticos corruptos envolvidos na venda de bens roubados. O tema ainda não chegou ao cinema brasileiro, ainda que muitos de nossos políticos estejam envolvidos em quase tudo o que é ilícito, por atos, palavras e omissões. A mim interessa especialmente a viagem de "hustle", do mesmo étimo de "hurry". A palavra veio do Holandês, com o significado de arremesso, coisa feita rapidamente, um pescoção em alguém, um empurrão. No Inglês dos EUA ganhou e consolidou esse significado preferencial que hoje tem, de golpe, trapaça. As palavras têm, porém, complexas sutilezas. Ninguém se refere a Trapaça de 64 (50º aniversário no mês que vem), em vez de Golpe de 64 ou Revolução de 64. Mas fomos trapaceados, é claro, pois nos prometiam democracia e nos deram uma ditadura que durou vinte anos! De todo modo, "American Hustle" é fiel ao étimo, pois é próprio dos trapaceiros fazer tudo rapidinho para ninguém descobrir. E, se pegos, ah, como demoram a ser punidos. Veja o caso dos mensaleiros! O maior exemplo não é dos que estão na Papuda, é de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil (do Brasil?). Todo dia a Justiça italiana, e não a brasileira, descobre que ele tem propriedades em vários países europeus. Só na Espanha, três! Com o seu, o meu e o nosso dinheiro. Quer dizer, há muitos "links" para a gente fazer com o filme "Trapaça".