NOME DE POBRE NO BRASIL

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ETIMOLOGIA DE CHUVA, PLUVIOMÉTRICO, PLUVIAL ETC.

A chuva, tão esperada, chegou! Mas se o que cai do céu, esteve antes no mar, por que a chuva não é salgada como a água de onde ela saiu ao subir? Sobe salgada e desce doce? Mais: ao sair de casa levamos guarda-chuva ou sombrinha? Há um conceito embutido nas palavras. O guarda-chuva e a sombrinha nos protegem da chuva e do sol...Como diz a Pollyanna, limitarei um pouco os hiperlinks, como ela chama minhas janelinhas... Dizemos CHUVA, mas ela não é medida pelo índice "chuviométrico", mas, sim, pelo índice PLUVIOMÉTRICO. Isto porque a língua portuguesa não veio pouco do Latim culto, e muito do Latim vulgar. Não tanto o latim escrito, mas o latim falado, que depois passou ao Português escrito, como palavras do Português escrito passaram para o Português falado, nem sempre como facilidade. Como o Latim vulgar nem sempre predominou nos registros e anotações, as águas da chuva não são águas "chuviais", mas águas PLUVIAIS. E essas águas não são escoadas pela rede "chuvial" da prefeitura, mas pela rede PLUVIAL. E deixam a cidade pela rede de galerias PLUVIAIS e aí temos uma outra palavra curiosa: GALERIA, originalmente o átrio de um igreja onde ficavam gentios (judeus, não cristãos) a serem convertidos para entrarem na igreja propriamente dita. E por ali saírem! E este lugar chamava-se GALERIA porque era comparado à GALILEIA, região oposta à JUDEIA, berço do povo eleito em Israel. Nas outras línguas que vieram do Latim, as escolhas consolidadas foram outras: lluvia, em Espanhol; pluie, em Francês; pioggia, em Italiano, mas "piovere" para chover. No Inglês, é rain, como no Alemão é Regen, também do Latim, mas de outra palavra, regare, que deu irrigar em Português. Em resumo, reitero que há muitos conceitos embutidos nas palavras. Para se proteger dela, usamos o GUARDA-CHUVA, que o Espanhol chama de paraguas; o Italiano de ombrello (do Latim umbra, sombra); o Francês de parapluie; o Inglês de umbrella (sombrinha, vinda do Latim umbra, sombra); o Alemão de Regenschirm (guardar e proteger-se a chuva, pois o étimo de GUARDAR veio do Germânico antigo warden, cuidar, vigilar, hoje wärten, no Alemão moderno, esperar, proteger, cuidar, como abajur para a turma do Schumacher é Lampenschirm, guardar ou proteger a lâmpada, quando para o Francês é suavizar, quebrar, como deixa claro em abat-jour, abater o dia, quebrar o dia, regular a luz da lâmpada como se regulava o Sol que entrava pela janela. Mas quando se trata da chuva, a proteção é providenciada fora de casa. A menos que haja goteira dentro de casa, do latim gutta, gota.