NOME DE POBRE NO BRASIL

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

QUERIDO DIÁRIO

De volta ao Rio, deixei São Carlos na madrugada de quinta-feira passada, depois de ministrar oficina literária no Sesc, dar uns conselhos de irmão mais velho ao meu amigo Ney Vilela, Secretário da Cultura nesta promissora gestão do prefeito Paulo Altomani, meu ex-colega de padaria, como o Secretário de Ciência e Tecnologia, José Galizia Tundisi. Um bom modo de julgar um prefeito é ver a qualidade das pessoas das quais se cerca. E este começou bem! E é claro que os bons têm que fazer, senão os maus fazem...o mal! Ou impedem que o bem seja feito!
Depois fui ao SUS, aquele lugar aonde a maioria dos políticos não vai, pois para a renovação de meus planos de saúde me exigem meu número no SUS. E na Adufscar constatei que uma das funcionárias, a Regina, bibliotecária de profissão, leu todos os meus livros! Quantas pessoas em São Carlos podem dizer isso? Nem eu! Eu os escrevi. Não os li! Salve, Regina! Na véspera tinha havido uma tertúlia muito agradável com o juiz Paulo Scanavez, na companhia de seus dulcíssimos familiares e de amigos que admiro há tempos, como o meu colega de Ufscar, o Edgar Zanotto, que deu consultoria até para o Vaticano no caso da santa de Ferraz de Vasconcelos que chorava num vidro. Eu só revisei o texto e o li no original, o que considerei um privilégio. Edgar Zanotto cortou o barato dos que acreditavam no milagre ao demonstrar que a santa não chorava...Poxa, Edgar, deixa a santa chorar! Ainda bem que pediram para o Edgar o parecer. Se o pedissem para mim, eu demonstraria que a santa chorava e que precisávamos exportar suas lágrimas! E proporia à presidente Dilma uma bolsa-lágrima. Você chora? Ganha um salário mínimo por mês! Mas se ganhar essa quantia, você vai chorar mesmo...E essas lágrimas, sim, serão verdadeiras! De quebra conheci o José Guilherme Sabe, Doutor em Mecatrônica, Robótica, algo assim, pois este é um ramo das ciências ocultas, como a Feitiçaria e os Despachos nas Encruzilhadas, ou ao menos ocultas para mim, que nada entendo do que fazem Zanotto e Sebe.
E o Zanotto ainda nos mostrou um robô que limpa toda a casa, até debaixo dos sofás e móveis, sem fio nenhum, e quando termina a energia, vai sozinho à tomada e se recarrega! Se inventarem um escritor assim, adeus para essas crônicas... Parei em Cunha (SP) para visitar meu querido amigo Moacir Japiassu, um dos maiores jornalistas do Brasil e um escritor de mão-cheia, autor de vários livros, entre os quais os romances A Santa do Cabaré, Concerto para Paixão e Desatino, Quando Alegre Partiste.
E, para concluir esta crônica, veja a indicação do sítio do meu amigo: “no armazém onde a mulher do cara foi morta a facadas por um usuário de crack, você dobra à direita, ao lado de uma igrejinha”. Uns fazem ciência, outros escrevem, outros dão batente na Justiça, em empresas, escolas, universidades etc. Outros rezam em igrejinhas como aquela. Pois algo sempre deve ser feito! Senão, o Mal vence! º Da Academia Brasileira de Filologia, escritor e professor, doutor em Letras pela USP (xx).