NOME DE POBRE NO BRASIL

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ETIMOLOGIA DE APLICATIVO, HACKER, RETRATAR ETC.

Aplicativo: de aplicar, do Latim applicare, aproximar, abordar, ligado ao étimo de plectere, entrelaçar, unir. Designa programa de computador ou de telefone celular capaz de reduzir ou simplificar determinada tarefa do usuário. São exemplos de aplicativos a busca de passagens de todas as empresas, reunidas num site, e a leitura de muitas revistas, jornais e periódicos a partir de um único endereço eletrônico. O Colab é brasileiro e foi eleito o melhor aplicativo urbano do mundo. Seu objetivo é melhorar os serviços públicos. Fototeca: dos compostos foto e teca, do Grego photós, luz, e theke, caixa, depósito, como em biblioteca, de biblos, livro, e theke. Nem todas as famílias têm bibliotecas, mas a maioria já tem fototecas. No livro Famílias em Imagens, de autoria coletiva, publicado pela Fundação Getúlio Vargas e organizado por Bárbara Copque, Clarice Ehlers Pexito e Gleice Mattos Luz, escreve Fabiana Bruno, uma das autoras: “Quando tiramos fotos ou as deixamos aos cuidados dos outros, é, na maioria dos casos, para guardar a lembrança de acontecimentos, de encontros ou momentos rituais de todo tipo que acompanham nossas vidas”.
Hacker: do Inglês hacker, palavra ainda não aportuguesada, embora já exista o verbo raquear, uma vez que o “h” inicial do Inglês é aspirado. Hack é brecha em Inglês. O hacker é quem invade computadores à distância,descobrindo ou evitando as senhas dos sistemas de proteção da privacidade. Um dos mais famosos hackers é Kevin Mitnick (50), que enganou e raqueou até agentes do FBI, mas acabou preso. Cometeu os primeiros crimes quando tinha só 17 anos e invadiu o computador da escola para alterar notas. Hoje solto, escreveu em parceria de William L. Simon o livro Fantasma no Sistema. Juventude: do Latim Juventus, nome de uma deusa pagã que protegia os jovens. No Português, as palavras ligadas a juventude ou dela derivadas foram mescladas com outras, de outra origem, mas ligadas igualmente a deuses pagãos, como o deus Jovis, origem de jovem e jovial. As sociedades antigas foram mais rurais do que urbanas. Ao contrário de hoje, quando a maioria das pessoas mora em cidades, o povo morava na roça. Paganus, em Latim, quer dizer rural, rústico, simples. Por isso erudito é o ex-rude, aquele cuja cultura vai além da cultura da terra e do corpo, que cultiva também o espírito.
Mimeógrafo: do Inglês mimeograph, palavra formada pelos compostos gregos mimeo, de mimesis, imitação, e graph, de grapho, escrever. Designa aparelho que fazia as vezes das atuais impressoras. Foi inventado pelo norte-americano Thomas Alva Edison (1847- 1931), que obteve sua patente em 8 de agosto de 1876. As cópias eram feitas a partir de matriz perfurada em estêncil, do Inglês stencil, enfeitar com cores vivas. As matrizes eram umedecidas com álcool.
Política: do Grego politiké pelo Latim tardio politica, designando a organização da pólis, cidade, que em Latim é urbs, da qual vem a palavra urbano. Já a forma de organizá-la era resumida na palavra latina politia, que deu polícia em Português e mais tarde veio a designar apenas parte das forças de segurança, depois desdobradas em polícia civil e militar. Com o crescimento das grandes aglomerações urbanas, a pólis e a urbis tornaram-se cidades-Estados, e o próprio país passou a ser conhecido pelos nomes de suas maiores cidades: Atenas e Roma são bons exemplos do novo conceito. Atualmente, política designa o modo de conduzir a vida pública em seus vários setores, mas seu significado mais comum dá-se quando são englobados os três poderes e tudo que eles representam: Executivo, Legislativo e Judiciário. Retratar: do Latim retractare, fazer novo trato, retirar o que se disse antes, voltar atrás, pedir desculpas, corrigir ou emendar o que se disse ou se fez por engano. A palavra entrou para a língua portuguesa no século XV, mas dali a pouco mais de 100 anos ganhou outro significado: representar, em pintura ou desenho, a figura de alguém. De início apenas santos, personagens nobres ou eclesiásticos eram retratados, mas no século XVII começaram a ter vez os retratos profanos. No século XIX, com a criação da fotografia, os retratos deixaram de ser obra de pintores.