NOME DE POBRE NO BRASIL

quarta-feira, 25 de julho de 2012

DEONÍSIO NO JÔ SOARES, MADRUGADA DE 26 DE JULHO

Fico impressionando com a delicada atenção dos meus amigos do Facebook, que me escreveram de madrugada, dizendo que estavam assistindo à entrevista que dei ao Jô Soares. Eis trechos do romance: "Uma estudante de Direito pede que a professora descreva a cena. Justifica a sua pergunta dizendo que o professor de não se sabe bem qual matéria ensina nas aulas que é indispensável observar bem a cena lúgubre dos cadáveres quando encontrados. “A cena dos crimes ou das mortes”, reitera na pergunta. A professora sorri com a primeira vitória, afinal já semeou a plantinha que queria: a suspeita de que o casal não se suicidou, mas foram ambos executados. E prossegue: “Queremos fazer uma inversão de perspectiva: questionar o suicídio é dever de honra para com a memória de um grande escritor. Lidemos com o paradoxo, com a ambivalência dos signos e dos gestos humanos: Stefan Zweig foi "suicidado". A menina quer saber mais. – E em que a senhora se apoia para afirmar coisas de tanta gravidade? A mestra sorri, cada vez mais satisfeita: - Por que não houve autópsia? Por que não foi enterrado no cemitério judeu do Rio, como queria o Rabino que veio para levar o corpo e foi impedido e ameaçado? Por que, na Declaração final, sua esposa não é mencionada, se havia um pacto de morte entre eles? Qual exatamente o veneno ingerido? São algumas das muitas perguntas levantadas por Silvio Saindemberg.