NOME DE POBRE NO BRASIL

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DANTE NA DIVINA COMÉDIA: "O AMOR MOVE O CÉU E AS OUTRAS ESTRELAS"

De Dante, na Divina Comédia: "O amor move o Sol e as outras estrelas." Dante viveu no século XIII. Como sabia que o Sol era uma estrela? Séculos depois é que a Física descobriu que o Sol era uma estrela! Mas a Literatura é assim: chegou ao Inconsciente antes de Freud e à Física antes de Galileu Galilei! Dante deu o título de Comédia a seu livro. Quem acrescentou Divina a Comédia foi Giovanni Boccaccio, para animar seus alunos a lerem o livro! "A Comédia é divina. Divina Comédia", exclavama o autor de "Decamerão".

sábado, 14 de julho de 2012

DERMEVAL NETTO EM CANELA-RS. FOTO 2

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DERMEVAL NETTO VISITA MEU BISAVÔ EM CANELA

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HISTÓRIA DA PALAVRA PERIGUETE

Faz alguns anos uma nova palavra entrou para a língua portuguesa. É periguete. E desta vez não veio de um dos berços habituais mais férteis, a cidade do Rio de Janeiro, especialmente suas praias e bairros, em particular Ipanema. Das metrópoles que mais influenciam a vida nacional, o Rio de Janeiro é o mais pródigo em fornecer novas palavras e expressões, desde os tempos em que, no alvorecer do século XIX, o rei Dom João VI fixou aqui as cortes portuguesas e sua numerosa comitiva, mudando a capital de Salvador para o Rio. No século seguinte, a transferência da capital para Brasília não tirou do Rio essa supremacia cultural, que hoje divide com São Paulo, não com Brasília. Os cariocas, usualmente irreverentes e bem-humorados, encarregam-se de bater os tambores da pátria, fazendo de sua cidade e de seus bairros as principais caixas de ressonância do Brasil. Nascidas na praia e depois levadas às novelas da televisão, especialmente à novela das oito, as novas palavras e expressões se espalham por todo o território nacional. A principal disseminadora é a TV Globo, como antes era a Rádio Nacional. Antes de vir para o Rio, de onde se alastrou para todos os Estados, periguete surgiu nos bairros de Salvador, na Bahia, que, por ser cidade eminentemente turística, sofre grande influência do inglês. Periguete formou-se da adaptação do português peri(go) e do inglês girl. Peri(gosa) girl, depois peri girl e por fim periguete. Para as mulheres, periguete é aquela piranha que olha para seu marido ou namorado, pronta a desfrutá-lo. E ela só o quer por um dia! Para os homens, a ancestral da periguete, moça bonita, de roupas, gestos e modos sensuais, foi antecipada nos versos de Chico Buarque, gravados também por Gal Costa, na voz de quem ficava mais convincente a transformação da mulher, que deixava de ser coisa para coisificar o homem: “Se acaso me quiseres,/ Sou dessas mulheres/ Que só dizem sim/ Por uma coisa à toa/ Uma noitada boa/ Um cinema ou botequim/ E, se tiveres renda/ Aceito uma prenda,/ Qualquer coisa assim.(...) Mas na manhã seguinte/ Não conta até vinte:/ Te afasta de mim,/ Pois já não vales nada,/ És página virada,/ Descartada do meu folhetim.” As Frenéticas deram outro colorido aos versos de Chico Buarque: “Eu sei que eu sou/ Bonita e gostosa/ E sei que você/ Me olha e me quer/ Eu sou uma fera/ De pele macia/ Cuidado garoto!/ Eu sou perigosa...” Ao contrário dos homens, a mulher, talvez por instinto materno, nela inarredável, quer proteger a vítima e reitera os avisos: “Eu tenho um veneno/ No doce da boca/ Eu tenho um demônio / Guardado no peito/ Eu tenho uma faca/ No brilho dos olhos/ Eu tenho uma louca/ Dentro de mim...” A perigosa tornou-se periguete. As palavras, como árvores e dentes, têm raízes. Algumas são muito profundas e é preciso pesquisar para encontrá-las. Desde meus verdes anos aplico-me a esse trabalho encantador! (xx) • Deonísio da Silva, escritor e professor, é Vice-reitor da Universidade Estácio de Sá, no Rio.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

LOTTE & ZWEIG, POR OSVALDO FÉLIX DA SILVA

O comentário que segue,de qualidade extraordinária, revelando um viés de todo singular sobre meu mais recente romance, Lotte & Zweig (Editora Leya, 2012), foi escrito pelo professor Osvaldo Félix da Silva. Seria egoísmo duplo, meu e dele, privar os leitores de tão sagazes, pertinentes e originais observações. Osvaldo, ao contrário de tantos, é avesso a publicar o que acha dos livros que lê. Rompo essa sua idiossincracia e transcrevo nesse blogue o que ele achou do meu romance, como segue. " Em face das diferenças e dos desencontros que espinham a narrativa de Lotte e Zweig, vejo no narrador as duas vertentes que norteiam o espírito criativo de seu autor: a de descobrir e a de encobrir. A descoberta em suas narrativas é consequência de um trabalho de investigação e pesquisa minuciosa, motivado, é bem possível, por sua formação acadêmica. O ato de encobrir decorre de seu trabalho artístico em colocar “sobre a nudez forte da verdade o manto diáfano da fantasia” Torna-se instigante no romance como a especificação do pormenor institui a construção do discurso ficcional, uma vez que o autor estabelece nexos sucessivos que inserem a particularidade dos detalhes na abrangência do significado. Ao reviver os instantes finais do casal, o narrador mostra ao leitor que o que passa só ganha significado ao desvendar o que permanece. E o que permanece reflui sobre os pormenores e lança nova luz para sua compreensão. Assim, a vinculação da morte de Zweig a certos pormenores, como a Declaração, a autópsia feita às pressas por um médico sem qualificação devida, faz surgir o desenho de um modelo, típico das situações forjadas por interesses inescrupulosos. Um exame estilístico que analisasse a perspectiva do narrador nos reportaria à palavra “conciliação”, porque as duas partes da narrativa abrem janelas a dois extremos. De um lado um espírito que reconhece que onde há história há conflito e que versões antagônicas apenas comprovam que contra fatos há, sim, argumentos; de outro uma visão que delega à imaginação a possibilidade de os acontecimentos contornarem a linha cíclica da história sombreando em claro-escuro os espaços deixados abertos pelos trabalhos de pesquisa. O melhor da narrativa de Lotte e Zweig é o que fica no meio da história e da História: o modo do narrador ver a vida e o modo de dizê-lo no universo da ficção, modo esse que não obedece a uma relação mecânica de causa e efeito, e, por isso mesmo, expõe ao leitor a idéia de que toda mudança de olhar demanda um trabalho de decifração. O humor do Deonísio, sua observação sobre certos pormenores do povo, na primeira parte, e as observações do investigador na segunda geram uma curiosa harmonia: o convívio com as diferenças acaba por engendrar uma fina e irônica conciliação entre as oposições. Uma certeza que despista, na primeira parte, e uma hipótese que não pode ser descartada, na segunda. Um humor com certo fundo melancólico une ambas. Deonísio é um dos poucos autores da atualidade que sabe diferenciar perfeitamente humor de ironia. A ironia é o sorriso zombeteiro dos que se comprazem em dizer o inverso do que pensam, sem envolverem-se emocionalmente com o que dizem, nem com o que pensam. Já o humor sente e ressente a agonia dos contrastes. A angústia gerada pela reflexão do contraditório plasma a expressão humorística. O humor do Deonísio caminha por um mundo conformista, mas um mundo conformista sem modelo a que se conformar. Em Lotte & Zweig o suicídio não deixa de ser visto como um homicídio, e como tal precisa ter suas causas devidamente averiguadas. A morte do casal não é um fato contra o qual não há argumentos. O reconhecimento do fato consumado não pode negar ao homem o direito à discussão e à análise dos acontecimentos. O autor não aceita o fato como necessidade inelutável e não aceita como inapelável as circunstâncias oficiais que o formaram. O modo como expõe suas idéias (seja em romances ou conferências) revela que o autor educou o seu olhar em determinados valores e modos de pensar que lhe permitiram um refinamento intelectual e deram à sua linguagem um tempero por vezes picante mas sem jamais extrapolar os limites da discrição. Um discurso aparentemente simples que sabe expor a substância da vida sem vesti-la com a plumagem sintética da erudição.(xx)

terça-feira, 10 de julho de 2012

MORREU O CARDEAL DOM EUGÊNIO SALLES

Morreu ontem o cardeal Dom Eugênio Salles. Soube por Victor Travancas, no meio da noite escura, quando escrevia um trecho do meu próximo livro, que terá Albertina Berkenbrock como personagem solar. Já está beatificada essa catarinense e será a primeira santa brasileira! Dom Eugênio foi um grande homem, um extraordinário arcebispo, um cardeal que foi referência na Igreja e um "sacerdos in aeternum secundum ordinem Melquisedec", que levou a sério o seu ofício, sabendo que seguia as transcendências da fé, agradando a uns e contrariando a outros, pois nós, católicos, sabemos que nosso reino não é desse mundo e "omnia vanitas est" (tudo é vaidade). Um verdadeiro (ponto) cardeal, um eixo de portão, como diz a etimologia do nome e mais a comparaçao VENTUS CARDINALIS, vento principal.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

DR. JOÃO UCHOA MORREU HOJE ÀS 5H30 NO HOSPITAL

Dr. João Uchôa Cavalcanti Neto, fundador da Universidade Estácio de Sá, morreu hoje às 5h30 no hospital onde estava internado há algum tempo. Ele era meu amigo e eu o amava como a um pai. Sempre admirei muito sua intensa criatividade, nos livros como na universidade e na vida. Era sempre muito bom conversar com ele e eu aprendia muito em nossas conversas. Foi a seu convite que vim trabalhar na Universidade Estácio de Sá em 2003, onde estou desde então. Ele assistira a uma entrevista que eu dera a Edney Silvestre na Globonews, sobre um novo livro que eu estava lançando, e pediu a Marcelo Campos que me localizasse e o convidasse a vir conversar com ele. Vim, vi, fiquei! Quem me deu a notícia, com os sentimentos tão desarrumados como os meus, foi a Claudia Romano, minha amiga e colega na Universidade Estácio de Sá.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

OS LARANJAS E OS BANANAS

Márcio Cotrim afirma em O pulo do gato 3: o berço de palavras e expressões populares (Editora Geração Editorial, p. 123) que na Guerra do Vietnã “um herbicida de monstruosos efeitos era chamado de agente laranja por causa do tom de sua embalagem”. Foisua aplicação naquele conflito que teria gerado a expressão que conhecemos como “agente laranja”. Diz ele: “O agente laranja, com fumaça amarela, encobria os soldados, assim como o laranja atual encobre o verdadeiro autor de negócios escusos”. Falta explicar os complexos caminhos que a expressão fez para entrar na língua portuguesa, sendo um dos mais prováveis o uso do mesmo agente, décadas depois, para devastações na floresta amazônica, amplamente denunciadas pela imprensa brasileira, que depois repercutiram também na mídia internacional. Estas são amostras do contexto em que a expressão agente laranja, depois reduzido a apenas laranja, mudara de significado, passando a designar, não mais a substância armazenada em embalagem de cor amarela, mas uma pessoa que fazia as vezes de outra, a quem ocultava, como o agente laranja encobria os soldados. Não podendo ou não querendo apresentar-se defendendo a substância, a empresa contratara, a US$ 1.500 por dia, um cientista para fazer isso. Esses são os indícios do nascedouro da expressão, depois largamente consagrada até consolidar-se na língua portuguesa. Atualmente, os laranjas estão na ordem do dia e, como de costume, revelam-se ou estão sendo revelados a contragosto na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que está investigando os crimes atribuídos a Carlos Augusto de Almeida Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira. Pode ter havido, porém, importante mutação no laranjal. Há algum tempo estão aparecendo laranjas involuntários, cujo rendimento é pouco maior do que o salário mínimo, que não são cúmplices de crime nenhum, cujos nomes e dados bancários foram utilizados sem o conhecimento deles e por cujas contas bancárias, sem que eles soubessem, passaram milhões. Neste segundo caso, eles foram tidos por outra fruta, a banana, abundante e barata, diferentemente da laranja, que é igualmente abundante, mas não barata. Veja o preço de um suco. De todo modo é abundante o número daqueles que ganham como teto o salário mínimo. Esses, porém, não foram tomados como pessoas frouxas ou sem energia, como querem os dicionários. O critério foi o preço vil com que seu trabalho involuntário é remunerado, pois foram pagos, não a preço de banana, mas uma quantia mais baixa ainda, zero. Até lá a língua portuguesa, uma entidade viva e dinâmica, terá criado novas expressões que vão demorar a entrar para os dicionários. Não vão demorar tanto como antes, uma vez que os dicionários agora podem ser eletrônicos, e talvez demorem a ser esclarecidas ou nunca o sejam cabalmente. PS – Agradeço a Ari Riboldi e a Cláudio Moreno as conversas que tive com eles sobre o tema.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A INVEJA NA DIVINA COMÉDIA

A mais bela edição de A Divina Comédia, de Dante Alighieri, tem ilustrações de Gustave Doré. No livro famoso, os invejosos não vão para o Inferno, vão para o Purgatório. O castigo: pálpebras costuradas nos olhos por fios de metal. Nada vendo, não podiam mais invejar! Até o século XII não havia Purgatório, lugar de castigo inventado para dar uma solução às almas daqueles que emprestavam dinheiro a juros. Antes, iam para o Inferno. Mas agora haviam financiado igrejas, templos, catedrais, mosteiros, abadias, conventos. Era preciso salvá-los, mas não sem puni-los.

domingo, 1 de julho de 2012

FAZEMOS TUDO EM PORTUGUÊS!

O ensino de língua portuguesa poderia resolver alguns dos mais graves problemas brasileiros, se levássemos os alunos a gostar da língua portuguesa, afinal ela é a nossa mãe e é com ela que estudamos todas as outras matérias! A primeira providência para melhorar o ensino, que precede qualquer reciclagem dos professores e de seus métodos, é garantir-lhes um salário que lhes permita viver com dignidade. Até mesmo políticos egressos da universidade, que tanto falam em remunerar melhor o professor, deram poucas aulas quando lá estavam! Convém discerni-los daqueles que defendem há décadas a qualidade de ensino, sem usar essa bandeira para reivindicar cargo algum! Enquanto isso a maioria das universidades federais está em greve e as autoridades da República se comportam como se nada tivessem a ver com a situação, que é dramática! O Brasil tem uma das oito melhores economias do mundo, mas seu ensino está travado há décadas em lugares incompatíveis com a sua pujança. Basta lembrar uma constatação do IBGE: 75% dos brasileiros alfabetizados não entendem o que leem. Mas por que tantos alunos deixam escolas e universidades sem saber ler? O professor José Hildebrando Dacanal, mesmo vindo da área de Economia e de Literatura Brasileira – seu doutorado foi sobre Grande Sertão: Veredas, e é dele um dos melhores estudos sobre João Guimarães Rosa – se bate há décadas contra uma hegemonia de ensinar errado o Português nas escolas. Suas conhecidas diatribes estão resumidas num livrinho precioso. É Linguagem, Poder e Ensino da Língua, agora em 5ª edição pela Editora Leitura XXI, com prefácio do igualmente professor e Doutor em Letras, Cláudio Moreno, integrante da equipe que na Universidade Estácio de Sá implantou um modelo de Língua Portuguesa à distância. Um de seus parágrafos mais interessantes e mais polêmicos está na p.113: “Nos serviços de espionagem é fundamental – para cifrar e decifrar – reduzir uma língua, quando empregada em código, às suas estruturas elementares. Tanto para montar códigos quanto para decifrar os do inimigo, sempre através de jogos combinatórios constantes. É um jogo de gato e rato que a rapidez de processamento dos computadores tornou frenético.” Dacanal acha que reduzir o ensino de línguas a isso é uma pobreza! Mas nem esse objetivo está sendo alcançado, quanto mais o de fazer com que os alunos sejam capazes de degustar um conto, uma crônica, uma poesia, um trecho de romance. Escritores referenciais foram banidos do convívio com os alunos! Hoje, a maioria das escolas termina por onde um dia outras gerações começaram: ler e escrever corretamente, utilizando o domínio da norma culta para ascensão profissional e social, pelo menos. A situação é alarmante, embora seja necessário reconhecer que está piorando menos de uns anos para cá. (xx)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

POR QUE OSSO CÓCCIX TEM ESSE NOME?

Os nomes dos ossos do corpo humano são curiosíssimos. Cóccix, o popular rabo, veio do grego kókkyks, cuco, porque a junção das quatro vértebras lembrou a Galeno ( o médico), que o chamou assim, o bico daquele pássaro. Dali ao latim culum e ao italiano culo foi um pulinho. E no português do Brasil virou palavrão, mas em Portugal, não! Mas kokkyks é também adúltero em grego porque o cuco põe ovos no ninho dos outros pássaros.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

QUEM INVENTOU A BANHEIRA JACUZZI E POR QUÊ?

A banheira de hidromassagem foi inventada em 1949 pelo ítalo-americano Candido Jacuzzi (1903-1986), por cujo sobrenome passou a ser conhecida. Em 1949, seu filho menor, então com 15 meses, passou a sofrer de artrite reumatoide. Para aliviar as dores da criança, o pai fazia-lhe massagens com jatos de água morna na banheira da casa. Foi quando teve a ideia de inventar algo que possibilitasse ao menino fazer as massagens sozinho. E surgiu a banheira que se tornaria famosa em todo o mundo, mas a patente só foi obtida em 1963.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DURÃO BARROSO: SHOW DE ENTREVISTA NA GLOBONEWS

Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, Doutor Honoris Causa pela Universidade Estácio de Sá (tive a satisfação de fazer um dos discursos de outorga, no Copacabana Palace), em bela entrevista a Miriam Leitão: lúcio, claro, gentil. Arrasou, como dizem os jovens! http://g1.globo.com/globo-news/rio20/videos/t/todos-os-videos/v/presidente-da-comissao-europeia-avalia-o-cenario-mundial-em-meio-as-atuais-crises/2006185/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

DELFOS WIKILEAKS: AS DOZE CRISES DA GRÉCIA SÃO OUTRAS

por Hércules D. Silva Notícias vazadas há pouco pelo Oráculo WikiLeaks, de Delfos, diretamente da caverna de Platão, agora repleta de sem-teto, e dos jardins de Akademos, invadido pelos sem-terra. 1. A principal razão da crise é que os economistas estão falando grego e ninguém se entende. 2. Diógenes apagou a lanterna para economizar pilhas Sony, pois as últimas importações do Japão não foram pagas e as remessas foram suspensas. 3. O SUS está cuidando do calcanhar de Aquiles, depois de um acordo Grécia-Brasil. 4. Eros desbundou de vez. E Pan está causando pânico nas bolsas. Juntos, inauguraram um serviço de acompanhantes para atendimento a domicílio e não mais nos bosques. O próprio Zeus autorizou que as ninfas prestem esse trabalho, pois não pode mais subsidiá-las. Na Ilha de Lesbos, Safo diversificou o cardápio: agora heterossexual também entra. A restrição para apenas lésbicas, gueis e simpatizantes fez desabar o faturamento: esse pessoal só ia a passeata por ser de graça e ter transporte subsidiado. 5. Hércules, que ao contrário de Dyoniso, não é xará desse autor, suspendeu os 12 trabalhos por falta de pagamento. 6. Narciso agora vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial e o Minotauro foi visto puxando uma carroça para ganhar a vida. 7. Edir Macedo comprou a Acrópole e instalou ali a sede internacional da Igreja Universal do Reino de Zeus. 8. Conselheiros da Eurozona, depois de um rápido exame em Medusa, disseram que ela, por estar com a cabeça cheia de minhocas, não vai mais cuidar das negociações. 9. Sócrates inaugurou o bar Cicuta no caminho onde antes ensinava filosofia aos discípulos. O principal aperitivo é uma mistura chamada Maiêutica. 10. Dyoniso foi visto vendendo garrafões de vinho na estrada que vai de Nísia a Maratona. 11. Hermes agora está trabalhando no serviços de entrega rápida nos correios (sedex) e no serviço canadense similar. 12. A próxima capa de Playboy trará Afrodite e Iris peladas. Iris tirou todos os sete véus. As negociações entre a revista e as belas foram feitas por Cupido. Para as fotos mais quentes, elas posaram à entrada do Hades, com a ajuda de Sísifo e Orfeu, que já conheciam o caminho. Fonte: http://deonisio.blogspot.com.br/

segunda-feira, 18 de junho de 2012

BRAZILIAN WAX, NOVO VERBETE DO DICIONÁRIO OXFORD

A atriz Nanda Costa, ao posar nua para a revista Playboy, trouxe à discussão um costume historicamente recente da mulher brasileira: a depilação total do púbis, que passou a ser conhecida por "Brazilian wax". Tornou-se novo verbete do prestigioso Dicionário Oxford. Não é a primeira vez que os pelos púbicos causam celeuma quando tornados públicos! O francês Gustave Courbet pintou em 1866 um quadro intitulado "A origem do mundo", que ainda hoje provoca inusitadas reações, por apresentar uma vulva sem depilação nenhuma. A palavra vulva veio do Latim "vulva", pele de fruta, e passou a designar a vagina, do Latim "vagina", mas com o significado de bainha. Esta é, aliás, a base da expressão "homem-espada", pois é na bainha que se guarda a espada. Neste caso, o pênis é comparado a uma arma emblemática dos tempos antigos. Já em peixe-espada, a metáfora se dá de outra forma. O focinho pontiagudo do animal lembra uma espada, não um pênis, comparado a uma espada na expressão anterior. A língua portuguesa é delicada! O feminino de peixe-boi não é peixe-vaca, é peixe-mulher... Há mais de 160 sinônimos para vulva. Um deles, xibiu, de provável origem indígena, designando diamante, coisa preciosa, apareceu no filme e nas telenovelas baseados no romance "Gabriela, Cravo e Canela", de Jorge Amado. Na mais recente das telenovelas homônimas, Juliana Paes fez o papel de Gabriela, que na primeira versão coubera a Sônia Braga. Poucos escrevem sobre essas questões, repletas de complexas sutilezas, mas lembro que pênis, do Latim "penis", cauda, rabo, penduricalho, passou a sinônimo de falo, do Grego "phallós", pelo Latim "phallus", donde falocracia. Recomendo a leitura do Dicionário do Palavrão, de Mário Souto Maior, com prefácio de Gilberto Freyre, um dos 508 livros proibidos no período pós-64. (fim)

sábado, 16 de junho de 2012

TCHUCHUCA, TIGRÃO, DA PÁ VIRADA ETC: NA BANDNEWS

http://soundcloud.com/bandnews-fluminense

CU NÃO É PALAVRÃO EM PORTUGAL; NO BRASIL, É.

CU NÃO É PALAVRÃO EM PORTUGAL; NO BRASIL, É. COMO OS DICIONÁRIOS VÃO GRAFAR A DANÇA E MÚSICA ANGOLANAS: CUDURO OU KUDURO? (meu artigo mensal na Revista Língua Portuguesa, nas bancas). Embora controverso, pela pressa com que foi feito e pelo limitado número de consultores, o acordo ortográfico segue o velho provérbio latino: os costumes são os melhores intérpretes das leis. A língua portuguesa é hoje a sétima ou talvez a sexta mais falada no mundo, atrás do mandarim, do hindi, do inglês, do russo, do árabe e do espanhol. Mas não se fala o português do mesmo modo nos lugares em que é a língua oficial. Todavia o acordo ortográfico, como ocorreu com o árabe, forçou uma padronização no modo de escrever. O árabe é falado em mais de 20 países de maneiras diferentes, mas todos os que escrevem em árabe escrevem do mesmo modo. Coube aos brasileiros a liderança no processo de padronização mundial do português, mas ainda devemos a simplificação no modo de escrever. A ortografia é pouco mais do que uma convenção. Em muitas palavras predominou a etimologia na hora de escrevê-las, mas em muitos casos essa providência não é recomendável, sendo mesmo desaconselhável e em alguns outros até impossível. O modo de escrever a língua portuguesa está sendo simplificado no Terceiro Milênio. É uma providência tardia. Muitas outras línguas simplificaram suas respectivas ortografias ainda no século 19. Contudo, o Brasil comete quase sempre um duplo erro. Demora a tomar uma providência e quando o faz deixa entrevisto que a demora não serviu para nada. Nem para pensar sobre conveniências, inconveniências, modos de aplicá-la, etc. Sutilezas O acordo ortográfico tornara-se uma necessidade. Mas por que tanta pressa? Muitos problemas decorrentes das mudanças poderiam ter sido evitados, se mais e mais diversificados usuários da língua escrita tivessem sido consultados. Não o foram. A consulta foi obra de pequeno grupo de iluminados, todos com obra lexicográfica de referência. Ainda assim eles não foram o problema. Ao contrário, foram parte da solução. O problema foi que só eles foram consultados. Aliás, a nação decisiva para a implantação do acordo ortográfico foi São Tomé e Príncipe, com área de 1.001 km² e população de apenas 170.000 habitantes. No Brasil, seria uma cidade de médio porte. Complexas sutilezas ainda separam o português do Brasil do de Portugal e das nações africanas de língua portuguesa. Um exemplo recente é "kuduro", dança e música surgidas em Angola, já chegadas ao Brasil, assim designadas por força do meneio que mantém firmes as nádegas e os quadris. Aqui ainda não decidimos como grafar. Provavelmente terá a troca de k por c. Na África portuguesa, como em Portugal, "kuduro" pode ser palavra canônica, mas no Brasil cheira a palavrão. Deonísio da Silva é escritor, doutor em letras pela USP, vice-reitor da Universidade Estácio de Sá (RJ), membro da Academia Brasileira de Filologia e autor de, entre outros, Lotte & Zweig.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

TELESPECTADORES COMENTAM ENTREVISTA A MARÍLIA GABRIELA

Comentários à entrevista que dei à Marília Gabriela, publicados no site da GNT! A todosm muito obrigado! elza piccardi · 3 dias atrás Achei um homem muito inteligente, direto e sem medo de falar verdades que muita gente teria medo. Parabéns GNT e Marília por ter nos proporcionado tão brilhante pessoa. E.Piccardi Hyeda Almeida · 4 dias atrás Por favor, como posso assistir a entrevista na íntegra, pois só consegui ver uma parte e achei maravilhosa, inteligente, fascinante..nada como um homem inteligente, culto e divertido, realmente fiquei encantada com o que consegui assistir, mas quero demais ter o prazer de vê-la na íntegra. Parabéns, Marília vc como sempre arrasando em suas entrevista!! Hyeda Almeida. Radcliffas · 5 dias atrás Fiquei encantada com a entrevista, gostaria de assistir na integra novamente.... maria silva · 5 dias atrás Fiquei encantada durante a entrevista, saboreando cada palavra deste homem tão inteligente e profundo. Luisa · 6 dias atrás Mt boa a entrevista como eh bom ouvir pessoas verdadeiramente inteligentes! Fica uma entrevista leve, fluida e divertida! Parabéns pela entrevista!! Thatiane Ribeiro · 6 dias atrás Que entrevista fascinante!!! Estou literalmente deliciando estas palavras. Como eu gostaria de ter esta sensação mais vezes na televisão brasileira. Sem dúvidas, Marília Gabriela, está foi uma das suas melhores entrevistas. Thatiane Ribeiro Que homem inteligente! Um homem maduro e inteligente, põe qualquer um novinho 'bonitinho' no bolso. Meu Deus, os políticos deveriam pô-lo em algum cargo voltado para a educação, mas dando poderes de fato. Claudia Brandão.

terça-feira, 12 de junho de 2012

IVAN LESSA (1935-2012) OS ESCRITORES SÃO MORTAIS. SEUS LIVROS, NÃO!

Eram os tormentosos anos setenta, em Ijuí (RS). A então Fidene (sigla de Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado), que depois transformaria em universidade aquela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, patrocinava várias atividades de extensão, entre as quais um programa para Professores Rurais e uma Semana da Cultura Brasileira, e trouxera para falar aos alunos o romancista Ivan Pedro Martins e a cronista Elsie Lessa. Não ligávamos os nomes às pessoas, mas estava naquele carro, depois de falar aos universitários do interior de três estados do Sul, a mãe de Ivan Lessa, que líamos em O Pasquim. O jornalista era filho de seu casamento anterior, com o escritor Orígenes Lessa. Elsie espantou-se porque alguém resolveu registrar aquele momento numa câmera cujo flash espocou assim sem mais nem menos na escuridão, iluminando a dama e o cavalheiro a seu lado, xará de seu filho. Jantamos num moinho transformado em restaurante pelo cônsul da Alemanha em Panambi (RS), cidade vizinha de Ijuí, a não mais de trinta ou quarenta quilômetros. A prosa foi das mais agradáveis, e tanto a cronista quanto o romancista lembraram que os alunos eram muito interessados e, corajosos, tinham feito muitas perguntas. Veio a década seguinte e um dia me ligam da BBC. Era Ivan Lessa que queria uma entrevista sobre os livros proibidos no período pós-64, que eu acabara de identificar em Nos Bastidores da Censura, fruto de minha tese de doutoramento na USP. Muito gentil, me avisou antes quais as perguntas que faria e marcamos a entrevista, tudo profissional e muito bem pautado. Frases memoráveis Num trecho de alguma de suas imaginosas narrativas curtas, José Luís Borges diz que quando morre alguém ligado a nós de algum modo, ficamos nos questionando as razões de não termos sido suficientemente bons e atenciosos para com o morto quando vivo. Pois foi o que me ocorreu ao saber da morte de Ivan Lessa. Autor de poucos livros, todos memoráveis, mas de muitos textos avulsos e colunas, Ivan Lessa era curiosamente bisneto de um autor cujo romance me fora proibido nos anos de seminário. Sim, o autor de A Carne assinava apenas Júlio Ribeiro, reduzido de Júlio César Ribeiro Vaugham. Era também neto de Vicente do Rego Themudo Lessa, pastor presbiteriano de fama internacional e respeitado historiador, membro dos Institutos Históricos de São Paulo, Santo Catarina, Espírito Santo, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Ceará e também da Associação Paulista de Imprensa. Em sua homenagem, a Igreja Presbiteriana Independente, em São Paulo, deu seu nome ao Centro de Documentação e História Vicente Themudo Lessa. Sem O Pasquim, provavelmente ele não seria tão conhecido da geração que hoje tem entre os sessenta e setenta anos. Ali criou a divertida seção “Gip! Gip! Nheco! Nheco!” e, na companhia de Jaguar, o rato Sig. Os mais jovens não o conheceram nos jornais, mas apenas dos livros: Garotos da Fuzarca, Ivan vê o mundo, O luar e a rainha. Ivan não era apenas um grande autor de textos curtos, mas também de frases antológicas, como as que seguem, por homenagem a ele e para entretenimento dos leitores: >> “Sincretismo religioso é quando um padre não passa debaixo de uma escada.” >> “Baiano não nasce, estreia.” >> “Três entre quatro políticos brasileiros não sabem que país é este. O quarto acha que é a Suíça.” >> “A cada 15 anos, o Brasil se esquece do que aconteceu nos últimos 15 anos.” >> “Amar...é ser a primeira a reconhecer o corpo dele no Instituto Médico Legal.” Ivan Lessa deixou uma filha, Juliana, de 36 anos, fruto de seu casamento com Elizabeth Fiuza, que foi quem o encontrou morto, em casa, ao voltar, à noite. Ela calculou que o marido deve ter morrido entre 16h e 18h30, no horário local. A presidente Dilma Rousseff lamentou a morte do escritor: “Ivan Lessa foi um escritor indomável. Foi irônico, mordaz, provocador, iconoclasta e surpreendentemente lírico – acima de tudo brilhante no trato com as palavras. Sua contribuição à resistência democrática está registrada nas páginas do Pasquim, um espaço de liberdade e crítica que Ivan e seus companheiros souberam abrir, com humor e astúcia, para toda uma geração de brasileiros, num momento em que isso parecia impossível. O Brasil perde um de seus cronistas mais talentosos”. Mas não se fecham as cortinas nem termina o espetáculo quando se trata de escritores. Eles são mortais, mas seus livros, não. *** [Deonísio da Silva é doutor em Letras pela USP, vice-reitor da Universidade Estácio de Sá e autor de 34 livros, o mais recente é o romance Lotte & Zweig]

DE ONDE VÊM PRAÇA, SUBMARINO, MARINHA ETC.

Espoliado: do latim spoliatus, despojado, privado, aquele de quem foi retirado muito ou quase tudo. Na Roma antiga, a palavra foi inicialmente aplicada ao estado em que ficava o carneiro tosquiado ou o animal morto do qual se tirava o couro. Passou depois a qualificar o inimigo vencido, de quem se retirava tudo: armas, roupas, pertences. E, nos discursos de denúncia social, espoliado veio a ser sinônimo de explorado, para caracterizar as perdas dos trabalhadores. Filologia: do grego philología, pela formação philêin, amar, e logos, estudo, pelo latim philologia, estudo da língua em toda a sua amplitude, apoiada em exemplos escritos para documentá-la. De acordo com Antonio Martins de Araújo (80), doutor em Letras Vernáculas pela UFRJ e presidente da Academia Brasileira de Filologia, “dentro do consenso e da tradição didática e científica ocidental, está visto que a Filologia é também uma ciência histórica, pois que trabalha com a prova testemunhal dos documentos de uma língua ou de uma família de línguas”. Leoa: do latim leaena, feminino de leo, leão, pelo arcaico leom, designando a fêmea do leão e por metáfora a mulher corajosa, ousada, valente, intrépida, decidida, segura, invencível, rainha e, como ocorre entre os leões, aquela que defende e provê alimento aos filhos. O poeta maranhense Raimundo Correia (1859-1911), no poema A Leoa, conta de um animal faminto apavorando os habitantes da cidade de Florença, na Itália, à procura de pegar um deles para alimentar-se. Todos fogem, mas uma mendiga, já enfraquecida pela fome, com o filho nos braços, é encontrada indefesa: “Mas a leoa, como se entendesse/ O amor de mãe, incólume deixou-a.../ É que esse amor até nas feras vê-se!/ E é que era mãe talvez essa leoa!”. Também Sayonara Salviolli (43), em Implacável Força Feminina, bela crônica do livro Lauda Eletrônica, apresenta um pai comparando a filha a uma leoa ao cuidar da neta dele: “Quem diria que você, filha única, e tão novinha, iria se tornar uma mãe assim?... Parece uma leoa em defesa de sua filha!” Marinha: do latim marina, designando em geral o conjunto de embarcações, não apenas fluviais e marítimas, mas também helicópteros e aviões, que compõem a força armada de uma nação para defesa naval. Há também a sua congênere civil, a marinha mercante, à qual cabe fazer o transporte de passageiros e de mercadorias. Nas marinhas nacionais utilizadas com fins bélicos, os submarinos cumprem importantes funções militares. Os submarinos alemães tornaram-se lendários e sobre eles diz Roberto Muylaert (77), em 1943: Roosevelt e Vargas em Natal: “Segundo o livro Grey Wolf, de Simon Dunstan e Gerard Williams, até mesmo Hitler escapou da Alemanha, tendo falecido em 13 de fevereiro de 1962, na Argentina. Acabou a vida solitário e entediado, a partir de sua fuga para a Patagônia, na província de Rio Negro, numa vila próxima a Bariloche, logo após a guerra, no submarino U-518.” Praça: do grego plateîa, pelo latim vulgar plattea, variante do clássico platea, designando espaço amplo, rua larga. Deu place em francês, plaza em espanhol e place em inglês. Portanto, devido à proximidade com os países de fala e escrita espanholas, é mais provável que tenha vindo do espanhol plaza, que passou a ser dito e depois escrito praça. No Rio de Janeiro, a Praça Seca mostra outra alteração. Era Praça Asseca, em homenagem ao Visconde d’Asseca. O “a” inicial de Asseca mesclou-se com o “a” final de praça. Prevaleceu a fala sobre a escrita. É o mesmo caso de Viaduto Oscar Brito, que virou Viaduto dos Cabritos. Submarino: do latim sub, sob, debaixo, e marinus, marino, variante de marinho. Designa o que está sob as águas do mar. Em sentido estrito, aplicando-se a embarcação que navega submersa, procede do inglês submarine. O primeiro submarino foi construído pelo holandês Cornelius Drebb (1572-1633), que o deu ao rei inglês Jaime I (1567-1625), depois de fazer o artefato navegar debaixo das águas do Tâmisa, em Londres. A embarcação era envolvida em couro, tinha tubos para captar oxigênio na superfície e era movida por 12 remos, acoplados ao casco por luvas de couro. A viagem inaugural durou três horas. (REVISTA cARAS, COLUNA DE ETIMOLOGIA, DE DEONÍSIO DA SILVA)