NOME DE POBRE NO BRASIL

sábado, 21 de janeiro de 2017

TEORI(A) DA CONSPIRAÇÃO E O CASAL ZWEIG

Bertrand Russell recomendava que em caso de dúvida ou suspeita procuremos os fatos. Por enquanto temos: 1. Um ministro do STF ia descansar alguns dias na casa de verão de um amigo, um rico empresário. Há ricos honestos e pobres desonestos. E vice-versa. Nada disso é suspeito. 2. Conquanto tenha passado em concurso público para juiz, Teori Zavascki recusou a nomeação e foi trabalhar para o Banco Central, de onde foi guindado ao TRF pelo quinto constitucional, que dá aos governantes o recurso de nomear sem concurso. Nada disso é suspeito. 3. Foi indicado ao STF pela então presidente da República, Dilma Rousseff, como Joaquim Barbosa o foi pelo presidente Lula, Gilmar Mendes pelo presidente FHC, outros pelos presidente Collor oiu pelo presidente Sarney. Nada disso é suspeito. Conclusão de romancista, repito, de romancista, e de contista, cujo ofício é inventar, fazer ficção, cujo étimo é o mesmo de mentir: cada um construa sua teori(a) da conspiração. Mas acho paradoxal que tão poucos desconfiem do suposto duplo suicídio do casal Zweig quando foram comprovadas 23 (vinte três) contradições, das quais destaco: Por que o governo Getúlio Vargas proibiu a autópsia dos corpos? Por que não foi aberto inquérito? O que foi fazer em Petrópolis (RJ) o inimigo dos judeus e pró-nazista Filinto Müller, que foi recebido por Getúlio Vargas no dia da morte do casal? Ah, daí são coincidências?