NOME DE POBRE NO BRASIL

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

CHAPÉU-COCO NADA TEM VER COM COCO

A ESTRANHA LÓGICA DA ETIMOLOGIA Em 1849, um aristocrata inglês chamado Edward Coke, cansado de perder cartolas nas caçadas à raposa, encomendou um chapéu mais baixo e mais resistente para cavalgar no mato. Pagou 12 xelins por ele. Ao recebê-lo, pisou nele várias vezes para ver se era de fato resistente. Era.
"Coke" virou coco no Português, pela semelhança com o fruto da palmeira, que nada tem a ver com aquele inglês e nem com a bebida americana "coke", redução de "cocaine", por sua vez vinda do Alemão "Kokain", planta da qual é extraído o conhecido alcaloide, originalmente "kuka" no Aimará, língua falada pelos bolivianos do altiplano, que provavelmente vieram da Ásia, fixando-se na Geórgia (alguns), enquanto outros prosseguiram para a América. Compare os beiços dos povos georgianos e bolivianos: a semelhança entre os dois povos está na cara! E na língua que falam, naturalmente. Quem me chamou a atenção para esta língua dos bolivianos, o Aimará, foi o poliglota brasileiro Carlos Freire, que vive em Florianópolis. Ele conhece mais de 160 línguas.